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Estatísticas: Números reforçam discurso de Louzer. Futebol é eficiência!

Por Nossa Taba, em 28/01/24

O Guarani com certeza fez seu melhor jogo diante do Ituano, dominou o time de Itú, fez três a zero e tirou uma pressão gigantesca das costas de seu treinador. Mas, não foi o melhor jogo do Bugre. Isso mesmo, não foi. Ao menos, é o que mostra os números do Bugre após a partida do último sábado no Novelli Júnior.

O Bugre trocou menos passes, finalizou menos, fez menos cruzamentos, teve menos posse de bola e também teve menos escanteio. Mas como que o Guarani venceu mesmo tendo números abaixo das duas primeiras rodadas? Simples. O time de Louzer foi eficiente, e só não ganhou por mais porque Derek parou na trave e Bruno Mendes não conseguiu finalizar para o gol.

Mas, o que importa aqui são os números, então vamos a eles. O Guarani trocou 286 passes na partida diante do Ituano, contra o Corinthians foram 407 e contra o São Bernardo: 330. Foram oito finalizações em Itú, quatro gols marcados. Oito também contra o São Bernardo, e em São Paulo foram 15 chutes ao gols.

O Alviverde mudou um pouco seu estilo de jogo, em Itú, com um meio mais fortalecido, usou as beiradas para atrair a marcação e concretizar as jogadas por dentro, foi assim nos dois gols de Reinaldo, o popular fora-dentro (quando começa uma jogada por fora, atraí a marcação e abre-se espaço para finalizá-la por dentro). Isso fez com que o Guarani cruzasse menos bola, apenas 10.

O controle posicional, de um 4-5-1 posicional, não deu espaço para o Ituano criar, mas demonstrou um entendimento de jogo sem bola impressionante da equipe Bugrina, o fato de ter 41% de posse de bola não incomodou, pelo contrário, a sensação que fica é que o Bugre dominou. Por fim, o Bugre teve apenas dois escanteios.

SISTEMA DEFENSIVO

Se por um lado o sistema ofensivo foi abaixo, no que diz respeito aos números das duas primeiras rodadas, o sistema defensivo foi superior aos dois primeiros jogos e, assim como Louzer disse no pós-jogo, é necessário entender o porquê o Guarani ganhou, e talvez seja pelo equilíbrio encontrado entre defesa e ataque.

Foram 21 desarmes, sete interceptações e 32 rebatidas. A zaga, cada vez mais sólida com Léo Santos e Rayan, não deu chances para Salatiel, principalmente, ter chances contra o gol defendido por Douglas Borges. Heitor, fez mais um jogo seguro, e Mayk, regular defensivamente, ainda fechou a partida com um gol de falta.

Portanto, é necessário entender que o Bugre não produziu tanto, não fez seu melhor jogo, no que diz respeito aos números, mas venceu. O juízo de valor não deve ser feito única e exclusivamente por conta do placar, mas sim entender o que levou o Guarani a vitória, e tudo isso é amarrado através do discurso de um treinador que sabe o que está fazendo, que demonstrou sobriedade na derrota diante do Corinthians e no empate diante do São Bernardo.

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