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Premiação do Paulistão será quatro vezes menor do que a prevista pelo Guarani

Previsão orçamentária do clube esperava arrecadar R$ 400 mil; Bugre receberá só R$ 100 mil

Por Nossa Taba, em 18/03/24

O mau desempenho do Guarani no Campeonato Paulista de 2024 vai custar caro para o clube. Apesar de ter se livrado do rebaixamento para a Série A2, o clube terá de se contentar em receber a menor premiação em relação a todos os participantes – exceto os que caíram, que nada ganharão.

Por ter terminado o torneio na 14ª colocação na classificação geral, o Bugre vai ter direito a apenas R$ 100 mil reais. O valor é quatro vezes menor do que a diretoria contava para os cofres alviverdes. De acordo com a Previsão Orçamentária disponível no portal da transparência, a expectativa era arrecadar R$ 400 mil, montante reservado para o 8° melhor time da competição.

O saldo das bilheterias no Paulistão também ficou abaixo do esperado. A intenção era somar R$ 1 milhão durante toda a disputa. No entanto, os seis jogos que o time fez no estádio Brinco de Ouro da Princesa renderam pouco menos de R$ 730 mil – queda de 27% em relação ao planejado.

Apesar de grandes, esses os déficits não devem representar um impacto tão significativo nas contas do Guarani. Juntas, vendas de ingressos e premiação do estadual representam apenas 2,8% do total previsto para ser arrecadado em 2024 – que é de R$ 50.040.000,00.

Em entrevista ao Nossa Taba, Fábio Araújo, presidente do Conselho Fiscal do Bugre, afirmou que o valor deve ser suprido com créditos provenientes de negociações de atletas. “Além da venda do Derek, o Palmeiras vai começar a pagar uma parcela da compra do Richard Rios, e o Grêmio iniciou o pagamento do débito atrasado em relação ao Elias Manoel. Eles [o Grêmio] também pagaram à vista a parte do Mayk que o Guarani tem direito”, declarou.

Fábio ainda informou que o montante arrecadado com patrocínios, neste início de ano, superou o previsto no orçamento. Ele ainda indicou que os quatro aluguéis do Brinco de Ouro para outras equipes (Oeste e Água Santa) vão render dinheiro ao alviverde.

Em relação ao Paulistão, a principal fonte de renda do Bugre vem dos direitos de transmissão das partidas. O clube recebe quase R$ 9 milhões da Federação Paulista de Futebol, índice que representa 18% nas contas anuais. É o segundo maior fator de impacto no planejamento orçamentário, atrás apenas da cota de TV da Série B do Brasileirão, que deve pagar pouco mais de R$ 11 milhões e aparece como responsável por 23% do que tende a cair nos cofres.

Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC

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