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Análise Tática: Guarani x Red Bull Bragantino

Por Nossa Taba, em 10/03/24

Neste domingo, dia 10/03, as 16hs, o Bugre recebe, no Brinco de Ouro da Princesa, o Massa Bruta, em partida válida pela 12ª (também conhecida como última) rodada da primeira fase do Paulistão Sicredi 2024.

O Alviverde Campineiro continua ocupando a lanterna do grupo B, com sete pontos (uma vitória, quatro empates e seis derrotas), mas depende apenas de suas forças (e de ganhar o jogo) para escapar do rebaixamento. Já o Toro Loko é o líder do grupo C, com vinte e um pontos (seis vitórias, três empates e duas derrotas), com a classificação para as quartas de final e a primeira colocação de sua chave, já garantidas.

Como vem o Red Bull Bragantino?

No Estadual de 2023, o Massa Bruta também terminou a primeira fase na ponta de seu grupo (que, na ocasião, era o B), com vinte pontos. O Toro Loko ainda passou pelo Botafogo/SP, nas quartas de final (2×0), mas caiu, na semifinal, eliminado pelo Água Santa (2×4), nos pênaltis, depois de empate (1X1) no tempo normal.

Ainda sobre o ano passado, O RB Bragantino fez boa campanha na fase inicial na Copa Sul-Americana, terminando, mais uma vez, na liderança de seu grupo (C), com quatro vitórias, dois empates e nenhuma derrota, se classificando com folga, apenas para ser eliminado na rodada seguinte pelo Amériga/MG, nos pênaltis (3×4), depois de duas igualdades (1×1, em Belo Horizonte, e 3×3, em Bragança Paulista). Apesar do fiasco na Copa do Brasil, quando foi eliminado na segunda fase, pelo Ypiranga/RS (1×3) o ponto alto do Massa Bruta, na última temporada, foi o Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão, onde chegou a brigar por liderança (e título) e, apesar de sofrer com queda de rendimento na reta final, terminou a competição nacional em um excelente sexto lugar, garantindo vaga na pré-Libertadores de 2024.

Justamente pensando nesse “degrau acima”, o Toro Loko renovou com o treinador português Pedro Caixinha e trouxe o lateral-direito Nathan (ex-São Paulo) e o meia-atacante Lincon (ex-Flamengo), além de adquirir, em definitivo, o zagueiro Eduardo Santos (ex-Sparta Praga) e o meio-campista Matheus Fernandes (ex-Palmeiras), entre outros reforços. Em contrapartida, saíram o goleiro Maycon (Vitória), os laterais-direitos Weverton (Goiás) e Aderlan (Santos), os zagueiros Leo Ortiz (Flamengo), Cesar Haydar (Tolima/COL), Kevin Lomónaco (Tigre/ARG), Da Silva (Aparecidense) e Natan (Napoli), os meias Praxedes (Vasco) e Thonny Anderson (Ituano) e os atacantes Leandrinho (Cianorte), Wérik Popó (Juventude), Sorriso (Famalicão/POR), Alerrandro (Vitória) e Ytalo (Remo), além de mais alguns atletas que não estavam nos planos da comissão técnica.

Com as atenções voltadas para o jogo de volta, pela pré-Libertadores, contra o Botafogo/RJ, na próxima quarta-feira (13/03), e sem poder contar com Luan Cândido e Thiago Borbas, que cumprem suspensão, além de Eduardo Santos, Henry Mosquera, Matheus Fernandes, Nathan Camargo e Lucas Evangelista, todos entregues ao departamento médico, o provável Red Bull Bragantino para encarar o Bugre, neste domingo, deve ter: Lucão; José Hurtado, Douglas Mendes, Leo Realpe e Guilherme; Gustavinho, Raul e Ignácio Laquintana; Tallisson, Bruno Gonçalves e Eduardo Sasha.

Como joga?

Em um 4-3-3 posicional com variações baseadas na polivalência de seus jogadores, o Massa Bruta do técnico Pedro Caixinha é uma equipe muito bem treinada, eficiente e com uma regularidade e entrosamento ímpares para um time tão jovem e que roda o elenco com tanta frequência.

Mas é no desempenho que o Toro Loko se destaca (ofensiva e defensivamente), com um modelo de jogo baseado em construção de transições eficientes, sempre com muita intensidade e velocidade, o RB Bragantino gera desconforto em seus adversários, através dessa mobilidade e versatilidade, buscando superioridade numérica para exercer pressão constante em todos os setores do campo.

Essa enorme flexibilidade do padrão tático do Massa Bruta acaba sendo potencializada pelo estilo vertical e pela qualificação do elenco, que possibilitam que seu treinador, se necessário, altere todo o esquema tático, com trocas, substituições ou, apenas, reposicionamentos.

Como ataca?

O time se desenha em um 3-2-5 para iniciar as jogadas, com os zagueiros fazendo a “saída em três”, sendo auxiliados por um dos laterais, enquanto os pontas avançam para dar profundidade e “alargamento” ao campo, o outro lateral se junta ao primeiro volante, nessa fase do jogo, dividindo a responsabilidade da transição, e dando liberdade para que os outros meio-campistas se posicionam logo atrás do centroavante, que consegue oferecer espaços para infiltração, através de mecânicas e movimentações específicas. Tudo isso para fortalecer as coberturas e as dobras e dar opções para que o time circule a bola com mais qualidade, até achar o espaço nas entrelinhas inimigas.

Após construir, o Toro Loko chega ao ataque e a ideia aqui é ter muitos jogadores para o adversário marcar, dividindo para conquistar, espaçando o campo, para distanciar os jogadores oponentes e criar a oportunidade, com uma ofensiva veloz, qualificada e com um número substancial de atletas.

E boa parte do sucesso do RB Bragantino está em conseguir fazer (e manter) as modulações, mas variar bastante nas posições de quem ocupa o campo de jogo. Se um lateral resolve “abrir”, um meio-campista se movimenta por dentro, causando confusão na marcação e na defesa do oponente. Assim percebemos como o jogo posicional não tem nada a ver com permanecer estático, mas, sim, em permanecer fiel a intenção do que se deve fazer, dentro do que cada partida propõe e oferece.

Como Defende?

Outra característica da equipe é pressionar, de forma intensa, as jogadas dos rivais. O Massa Bruta se defende em um 4-2-4, pouco visto, mas muito eficiente (quando bem treinado, é claro), com o “cinturão” da frente se deslocando para marcar os zagueiros, laterais e volantes adversários. Avançando suas linhas que já são altas, sufocando e marcando até obrigar o recuo da bola ou, até, de todo o time adversário. Os meio campistas saem de trás e cobrem os jogadores que escapam da pressão e, em situações como essa, fica nítido a “flutuação” dos blocos, que sobem e descem juntos, para evitar buracos e não permitir liberdade de construção para o inimigo.

Pontos fortes:

  • Visitante pra lá de indigesto, o Toro Loko ainda não perdeu, como visitante, no Campeonato Paulista 2024.
  • ⁠Com apenas oito gols sofridos, o RB Bragantino tem a melhor defesa desse estadual.
  • A continuidade, com a manutenção do treinador e da base da equipe do ano passado fazem a diferença, tanto no entrosamento, quanto na implantação do padrão tático do técnico português.
  • ⁠Plantel de série A, formado, quase que exclusivamente, por jogadores jovens e versáteis, permite variações a qualquer momento da partida.
  • ⁠A regularidade da equipe impressiona, já que o padrão e a forma de atuar não mudam, independente do adversário ou do local da partida.

Pontos fracos:

  • A recente perda de alguns jogadores fez com que houvesse mudança significativa na formatação da equipe, que ainda busca o ajuste fino.
  • ⁠o Massa Bruta tem vários desfalques e deve poupar os titulares pensando no jogo de quarta-feira (13/03), contra o Botafogo/RJ, em partida válida pela pré-Libertadores.
  • ⁠A transição defensiva ainda é um problema a ser resolvido, já que o Braga costuma deixar muitos espaços para o adversário que consegue escapar de sua marcação pressão.
  • ⁠Extremamente técnico e jovem, o RB Bragantino costuma enfrentar dificuldades contra adversários mais “físicos”.
  • ⁠A bola aérea (ofensiva e defensiva) ainda não conseguiu encontrar seu encaixe e tem se tornado motivo de apreensão no torcedor do Toro Loko.