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Análise Tática: Guarani 0x1 Inter de Limeira

Por Nossa Taba, em 09/02/24

Na noite da última quinta-feira, 08/02, o Bugre recebeu o Leão da Paulista, no Brinco de Ouro da Princesa e acabou derrotado, pelo placar mínimo.

O, agora, ex-técnico do alviverde, Umberto Louzer, promoveu três mudanças, na escalação, em relação ao último jogo: o experiente goleiro Vanderlei fez sua estreia, por opção técnica, substituindo Douglas Borges; o lateral-esquerdo Mayk, depois de ter sido poupado contra o Santos, voltou ao time titular, na vaga de Hélder e; Régis ficou com o lugar de Matheus Bueno, para tentar aumentar o volume ofensivo da equipe.

Voltando a atuar no 4-2-3-1, o alviverde campineiro foi a campo com: Vanderlei; Heitor, Léo Santos, Rayan e Mayk; Anderson Leite e Camacho; Reinaldo, Régis e Derek; Bruno Mendes.

Por volta dos quinze minutos iniciais, veio o primeiro revés bugrino: Bruno Mendes disputou bola na área e ficou caído no gramado. O centroavante recebeu atendimento médico e, ao se levantar, imediatamente, pediu substituição (logo em seguida pudemos, inclusive, ver um dos artilheiros do Guarani, na temporada, chorar ao ser “carregado” para o vestiário e hoje recebemos a informação sobre o rompimento do tendão de aquiles que fará o atleta ser submetido a cirurgia e ficar fora dos gramados por, pelo menos, seis meses). João Victor foi acionado, entrando para jogar pelos lados do campo, com Derek sendo deslocado para o comando do ataque.

A partida ficou muito truncada, com muitos erros de ambos os lados, mesmo com as variações na saída de bola, o Bugre encontrou, novamente, dificuldades na transição devido aos blocos “flutuantes” e compactos da defesa limeirense. Mesmo quando tinha espaço ou conseguia progredir, a equipe alviverde parecia nervosa, errando conexões de passe simples, fazendo as piores escolhas nas tomadas de decisões e contando com mais uma jornada pouco inspirada de todo o elenco, tanto coletiva, quanto individualmente falando.

Ainda sem encontrar soluções ofensivas, as melhores chances do Guarani vieram, mais uma vez, das bolas paradas, com duas cabeçadas do zagueiro Rayan, que quase inauguraram o placar. As finalizações de Régis e Derek, ambas de fora da área e que passaram muito longe do gol, foram o retrato da produtividade e dos avanços bugrinos nos primeiros quarenta e cinco minutos da partida.

Se o ataque não ia bem, a defesa fazia questão de ser pior. Apesar de alguma melhora nas antecipações e desarmes, o alviverde campineiro dava muito espaço na linha defensiva, principalmente pelos lados do campo e nas costas de seus volantes. Além, claro, dos mesmos erros nas saídas de bola que, se não fosse pela falta de ímpeto da Inter de Limeira, poderiam ter causado o estrago, mesmo antes do intervalo.

E o constrangimento alheio de quem assistia essa versão (mal)adaptada de “Casados x Solteiros”, teve um breve momento de alívio, quando o juiz encerrou o primeiro tempo.

Ninguém mexeu no intervalo, mas, antes dos cinco minutos jogados, no segundo tempo, o Leão da Paulista já tinha mandado a campo o lateral-direito JP Galvão e o zagueiro Mancini, nos lugares de Felipe Albuquerque e Maurício, respectivamente. E, enquanto o Guarani tentava, mesmo de forma desorganizada, passar a propor o jogo, com Camacho mais presente entre a linha dos zagueiros, para melhorar e qualificar a saída de bola, o adversário surpreendeu com mudança, também, na atitude e posicionamento, subindo a marcação, ganhando o meio-campo e achando espaços para criar, pelo menos, três boas (e claras) oportunidades de gol, todas elas parando no arqueiro do Bugre.

O, até então, técnico do alviverde campineiro, Umberto Louzer, fez boa leitura do jogo e “respondeu” mudando o esquema e o padrão tático do time para um 3-4-3, com as entradas do lateral-esquerdo Hélder e do ponta Marlon nas vagas de Mayk e Heitor, nessa ordem, fazendo com que o alviverde passasse a mandar na partida, ocupando o campo adversário, em mais de trinta minutos de um “ataque contra defesa”.

O Guarani ficou com a bola, se aproveitou dessa superioridade numérica no campo ofensivo e empilhou chances que, na maioria das vezes, paravam na defesa adversária ou eram paradas pela própria ansiedade que a equipe transbordava. Derek e Anderson Leite, esgotados, deixaram o jogo substituídos por Pablo Thomaz e Matheus Bueno, em uma tentativa de oxigenar meio-campo e ataque. E teve pênalti anulado, bola na trave, na rede pelo lado de fora e muitos outros lances daqueles que a torcida bugrina já esta acostumada a viver. Aquele tipo de coisa que nós sabemos, só acontecem com o Bugre.

Mas, como todos sabemos, as leis do futebol são as que mais funcionam no Brasil e, dessa vez, não foi diferente, com direito a “a bola pune” com o agravante de “quem não faz toma”, aos 53 minutos da etapa complementar, com o alviverde todo no ataque, a Inter se aproveitou de um erro de passe, imprimiu velocidade e teve precisão na transição, esticando uma bola para Quirino sair nas costas da zaga, livre, invadir a grande área, driblar o goleiro e tocar para o gol vazio. Filme repetido passando no mesmo cinema. Derrota em casa para um adversário que, teoricamente, deveria ser muito inferior ao Guarani.

E agora cai técnico, sobe o desespero e, faltando seis rodadas, o torcedor bugrino já pega a calculadora e olha para a tabela. O que era “obrigação de classificação” vai ter que ser editado para “lutar pela permanência”, mas tudo bem, né? Porque todo ano é assim, no mesmo banco, da mesma praça…