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SEMIFINAL (IDA) – XV de Piracicaba 0 x 0 Guarani

A primeira batalha da disputa pelo acesso na Série A2 do Campeonato Paulista terminou igual. O XV de Piracicaba se entregou mais e foi superior durante a maior parte do tempo, mas o Guarani, mesmo longe de ter uma grande atuação, soube aguentar a pressão e segurou o empate em 0 a 0, na noite deste sábado, no Estádio Barão de Serra Negra, na partida de ida da semifinal.

Com o resultado, a briga pela vaga na decisão fica totalmente aberta. Na quarta-feira, às 20h30, o duelo é no Brinco de Ouro e quem vencer garante a classificação. Novo empate leva a disputa para os pênaltis, já que não há o critério do gol qualificado.

PRIMEIRO TEMPO
O jogo teve todos os ingredientes já esperados em um confronto decisivo. Muita tensão, poucos espaços e disputa a cada palmo de campo. Inflamado por seu torcedor, o XV começou o jogo muito mais ligado. O técnico Evaristo Piza surpreendeu ao escalar a equipe com quatro atacantes de ofício e os donos da casa tomaram a iniciativa com o intuito de acuar o Guarani e aproveitar a atmosfera favorável. O primeiro susto foi aos 3′. Bruninho fez cruzamento para Jobinho, mas o atacante, livre, furou.

Uma bola perdida por Rondinelly no campo de ataque provocou a principal oportunidade do primeiro tempo, aos 11′. O meia foi desarmado e o Nhô Quim armou o contra-ataque em velocidade. Bruninho foi lançado, disparou em velocidade, passou por Bruno Brígido e finalizou em direção ao gol, mas Lenon apareceu, de carrinho, para salvar o Bugre.

Com dificuldades para ficar com a bola e segurar a pressão dos donos da casa, o Guarani tinha lentidão na transição, não conseguia encaixar o jogo com seus homens de frente e se preocupava muito mais em marcar. A primeira finalização a gol só aconteceu aos 23′, com Bruno Nazário, mas o chute saiu mascado e sem problema para Samuel Pires. Foi na bola parada que o Alviverde quase marcou, aos 27′. Rondinelly cobrou escanteio, Fernando Lombardi testou e o goleiro quinzista defendeu com a ponta dos dedos.

Os minutos finais foram mais pegados. Com a marcação ajustada e com direito aos onze jogadores atrás da linha da bola, o Guarani só especulou e o XV, sem a mesma intensidade do início, já não achava espaços para penetrar na linha defensiva rival. Pedrinho ainda tentou surpreender em cobrança de falta, aos 43′, mas Bruno Brígido defendeu com tranquilidade.

SEGUNDO TEMPO
O cenário na volta do intervalo foi exatamente o mesmo do início da partida, com o XV encarnando o espírito decisivo e o Guarani atuando como se fosse um jogo qualquer. Essa diferença de competitividade fez com que o duelo fosse um verdadeiro ataque contra a defesa nos primeiros minutos, com o time da casa insistindo de todo jeito e os visitantes errando muito e pressionados

Quando finalmente conseguiu lá de trás, o Bugre criou uma chance importante, aos 20′. Após cobrança de escanteio e um bate-rebate na grande área, Erik ficou com a sobra, girou sobre a marcação e finalizou cruzando, dando trabalho a Samuel Pires.

Aos poucos, o ritmo alucinante imposto pelo XV foi caindo e o Guarani finalmente teve a chance de equilibrar as ações. O problema foi a quantidade abusiva de erros no chamado último passe. Quando tinha o contra-ataque à disposição e espaço, o time errava no momento decisivo da jogada ou prendia a redonda em excesso, principalmente com Erik.

Claramente, o resultado satisfazia os visitantes, enquanto o Nhô Quim sabia da importância de fazer o resultado em casa. Isso condicionou as mudanças das duas equipes. Evaristo Piza fez mudanças no ataque para tentar ganhar novo gás e recuperar a intensidade, ao passo que Umberto Louzer apostou em Denner para fortalecer o meio-campo e Caíque para as puxadas de contra-ataque.

Quem se deu melhor na estratégia foi o Guarani. O time esfriou o jogo, conteve a pressão adversária e, nos minutos finais, jogou no erro do XV. E por muito pouco o Bugre não volta para Campinas com um excelente resultado. Aos 45′, Denner pegou a sobra, arriscou de fora da área e a bola caprichosamente explodiu no travessão.

FICHA DO JOGO

XV DE PIRACICABA 0 x 0 GUARANI


Samuel Pires; Oziel, Marcondes, Vinícius Simon e Pedrinho; Gilson (Norton, 49’/2º), Jonathan Costa e Fabinho (Maikon Aquino, 38’/2º); Jobinho (Léo Carvalho, 32’/2º), Everton e Bruninho. Técnico: Evaristo Piza.


Bruno Brígido; Lenon, Philipe Maia, Fernando Lombardi e Marcílio; Baraka e Ricardinho; Bruno Nazário (Caíque, 41’/2), Rondinelly (Denner, 35’/2º) e Erik; Bruno Mendes (Pedro Bortoluzo, 45’/2º). Técnico: Umberto Louzer.

Público: 10.953 pagantes (11.523 presentes)
Renda: R$ 179.280,00
Local: Estádio Barão da Serra Negra, em Piracicaba.
Data e horário: Sábado, 31 de março, às 20h30.
Juiz: Vinícius Gonçalves Dias Araújo.
Cartões amarelos: Vinícius Simon e Marcondes (XV de Piracicaba); Marcílio, Fernando Lombardi, Philipe Maia e Bruno Mendes (Guarani)

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