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9ª RODADA – CSA 1 x 2 Guarani

Foi de virada e com emoção até o último minuto, mas o Guarani finalmente acabou com o incômodo jejum que lhe acompanhava na Série B do Brasileiro. Diante do vice-líder, o Bugre foi lutador para buscar a reversão do placar, valente para segurar o resultado e garantiu a primeira vitória fora de casa ao derrotar o CSA por 2 a 1, na noite desta terça-feira, no Estádio Rei Pelé, pela nona rodada.

Guilherme e Rafael Longuine, no segundo tempo, marcaram os gols do importantíssimo triunfo da equipe, que se reabilita no campeonato, vai a 13 pontos e ocupa a oitava posição. Na sequência, dois jogos no Brinco de Ouro – o primeiro no sábado, contra o Vila Nova, às 16h30.

PRIMEIRO TEMPO
Além das duas mudanças já esperadas – as entradas de Kevin e Bruno Mendes nos lugares de Lenon e Anselmo Ramon -, Umberto Louzer também optou por Denner na vaga de Rondinelly, que sequer viajou. A estrutura tática não foi alterada, mas era nítida uma preocupação maior com a marcação.

A etapa inicial foi marcada por erros em excesso das duas equipes e só essas falhas foram capazes de proporcionar boas chances. Enquanto o CSA tentava tomar a iniciativa, o Bugre trocava passes sem objetividade ou apelava para as bolas longas. Apesar do repertório limitado, foi o Alviverde quem criou a primeira grande chance do jogo, aos 12′. Não por mérito próprio, vale ressaltar.

Após lançamento de Edson Silva, Xandão recuou para o goleiro, que estava saindo da meta. O gol ficou aberto, Bruno Mendes tentou a finalização, mas o zagueiro consertou a bobagem e bloqueou o chute. No lance, o goleiro Alexandre Cajuru torceu o joelho esquerdo e teve que ser substituído.

Depois de perder essa chance clara, o Guarani praticamente não chegou mais no primeiro tempo. Era também pouco ameaçado pelos donos da casa, mas novamente a equipe se perdeu em seus próprios erros. Em bola mal afastada por Pará, aos 23′, Bruno Brígido trabalhou bem na finalização de Daniel Costa.

Aos 27′, falta sorte a equipe. O lance começou em falta boba cometida por Guilherme, que interceptou uma inversão de Daniel Costa. A cobrança de Rafinha ia passar longe da meta, mas um desvio de Edson Silva no meio do caminho desviou a trajetória da bola, tirou qualquer chance de reação de Bruno Brígido e morreu na rede: 1 a 0.

Após o gol, o CSA recuou suas linhas e deixou o Guarani trabalhar a bola em seu campo de defesa. Na altura do meio-campo, a marcação era intensificada. Assim, enquanto tinha espaço, os visitantes conseguiam trocar passes, mas sem a velocidade e intensidade necessárias para alcançar com qualidade o último terço. O goleiro reserva Mota ainda tentou dar uma força ao soltar bola fácil em cruzamento, mas Éverton Alemão não aproveitou.

SEGUNDO TEMPO
O Guarani voltou do intervalo sem mudanças e levou um susto logo aos 6′. No cruzamento que veio da direita, Michel Douglas cabeceou e obrigou Bruno Brígido a fazer boa defesa.

A reação bugrina parecia improvável diante do desempenho do time, mas em três minutos tudo mudou completamente. Bastou uma jogada bem trabalhada no ataque para que viesse o empate, aos 12′. Kevin deu lindo passe de três dedos para a infiltração de Guilherme, que invadiu a área e bateu cruzado para deixar tudo igual.

Na sequência, a virada. Rafael Longuine foi lançado pelo lado direito e tentou o cruzamento para Bruno Mendes. Dessa vez, porém, a sorte mudou de lado, a bola tomou a direção do gol e encobriu Mota: 2 a 1.

Esses dois lances foram suficientes para alterar definitivamente o roteiro do jogo. Em situação mais confortável, os visitantes conseguiram atuar de forma mais segura e confiante, enquanto o CSA sentiu os gols.

Dali em diante, o Guarani buscou jogar de forma inteligente, com cautela e muita marcação, mas também tentando escapar em velocidade e esfriar o jogo no ataque. O nervosismo tomou conta do time da casa, que já não trabalhava mais a bola e apenas rifava em direção à área. Foram várias tentativas, mas, dessa vez, a defesa conseguiu rebater todas e evitar o perigo.

O drama, porém, se estendeu até o instante final. A ocupação de espaços do CSA era grande, mas não existia pressão. O problema é que o árbitro marcou uma falta atrás da outra a favor dos alagoanos. A última delas aos 49′, mas a pancada de Rafinha passou à esquerda do gol e não foi capaz de evitar a suada, mas importante primeira vitória bugrina fora de casa.

FICHA DO JOGO

CSA 1 x 2 GUARANI


Alexandre Cajuru (Mota, 16’/1º); Celsinho, Leandro Souza, Xandão e Rafinha; Edinho e Boquita (Pingo, 17’/2º); Didira, Daniel Costa (Taiberson, 28’/2º) e Niltinho; Michel Douglas. Técnico: Marcelo Cabo.


Bruno Brígido; Kevin, Éverton Alemão, Edson Silva e Pará; Baraka e Ricardinho; Rafael Longuine (Erik, 38’/2º), Guilherme (Caíque, 35’/2º) e Denner (Willian Oliveira, 33’/2º); Bruno Mendes. Técnico: Umberto Louzer.

Gols: Rafinha, aos 27 minutos do primeiro tempo; Guilherme, aos 12 e Rafael Longuine, aos 14 minutos do segundo tempo.
Público: 9.042 pessoas.
Renda:
R$ 114.886,00.
Local: Estádio Rei Pelé, em Maceió.
Data e horário: Terça-feira, 5 de junho, às 20h.
Árbitro: Andrey da Silva e Silva (PA).
Cartões amarelos: Leandro Souza, Edinho, Didira e Xandão (CSA); Baraka (Guarani)

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