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3ª RODADA – Atlético-GO 3 x 2 Guarani

Definitivamente, Goiânia não combina com o Guarani. O Bugre aumentou sua série de insucessos na cidade na noite desta terça-feira. Depois de sair perdendo por 3 a 0 com várias falhas defensivas, o time ainda conseguiu reagir e encostar no marcador, mas não evitou a derrota por 3 a 2 para o Atlético-GO, no Estádio Olímpico Pedro Ludovico, pela terceira rodada da Série B do Brasileiro. João Paulo (duas vezes) e Fernandes marcaram para o Dragão, enquanto Bruno Nazário e Anselmo Ramon descontaram.

Com dois tropeços fora de casa, o Guarani estaciona nos 3 pontos e vai perder posições no complemento da rodada. Agora, a equipe terá que remoer esse novo tropeço e contará com um bom período de descanso antes de voltar a campo para um compromisso importantíssimo. A próxima batalha é simplesmente o Dérbi contra a Ponte Preta no dia 5 de maio, sábado, às 19h, no Brinco de Ouro. Por determinação do Ministério Público, apenas o torcedor bugrino poderá comparecer ao estádio. Para o clássico, o time já sabe que não terá Philipe Maia. O zagueiro recebeu o terceiro cartão amarelo e está suspenso.

PRIMEIRO TEMPO
O Guarani prometia uma postura diferente fora de casa e os primeiros dez minutos deram a impressão de que a noite era Alviverde. Com volume ofensivo e imposição, o time teve domínio absoluto do início do jogo, criando chance atrás de chance.

Aos 2′, após uma longa troca de passes, Caíque recebeu desmarcado na área e finalizou cruzado para defesa de Klever. Depois, foi a vez do centroavante fazer bem o pivô para a chegada de Rondinelly, que bateu procurando o ângulo direito e levou muito perigo. Denner, em cobrança de falta aos 8′, ainda fez o goleiro adversário trabalhar num começo alucinante dos visitantes.

Aos poucos, esse ímpeto foi diminuindo, mas o controle da partida ainda era do Guarani. No 4-1-4-1, o Atlético povoava o meio-campo, mas tinha dificuldades para trabalhar a bola no campo de ataque. Bruno Nazário, aos 19′, recebeu cruzamento e cabeceou para fora aquela que seria a última chance bugrina na etapa inicial.

Aos 23′, um lance transformou radicalmente a partida. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para João Paulo. Livre na área, ele bateu cruzado e abriu o placar para o Dragão. O gol minou a confiança do Bugre e a equipe foi se desconstruindo. As jogadas que davam certo não funcionavam mais, a marcação rival neutralizava facilmente todas as tentativas e o domínio de antes já não existia mais.

Mas o primeiro tempo conseguiu terminar de maneira ainda mais complicada. Em novo erro do sistema defensivo, todo mundo parou pedindo impedimento, o árbitro mandou seguir e Fernandes só teve o trabalho de tocar na saída de Bruno Brígido para ampliar o marcador.

SEGUNDO TEMPO
Apesar do placar desfavorável, o técnico Umberto Louzer optou por voltar do intervalo com a mesma equipe. Sem troca de peças, o futebol do time também não evoluiu. Com uma boa vantagem no placar, o Atlético ficou na dele, deixando o Guarani trocar passes na intermediária defensiva e apertando a marcação do meio-campo para frente.

Aos 12′, o treinador bugrino resolveu tentar mudar o quadro, com as entradas de Guilherme e do estreante Anselmo Ramon nas vagas de Ricardinho e Caíque, respectivamente. Não deu nem tempo das trocas surtirem efeito. No minuto, a defesa visitante vacilou feio de novo e João Paulo apareceu sozinho para marcar o terceiro.

Jogo liquidado? A impressão era que sim, mas o goleirão do Atlético resolveu dar mais emoção à partida. Aos 17′, Lenon fez um cruzamento despretensioso para a área, Klever soltou a bola nos pés de Bruno Nazário, que só empurrou para a rede. O gol deu um sopro de esperança ao Guarani, que aumentou três minutos depois. Após cobrança de falta de Denner, Klever saiu mal e Anselmo Ramon apareceu para tocar de cabeça e colocar fogo no jogo.

O momento era todo do Guarani após os dois gols, mas o time não soube aproveitar essa reação para pressionar. Depois de um abalo momentâneo, o Atlético voltou para o jogo e foi quem criou mais chances. Bruno Brígido teve que trabalhar bem em cobrança de falta de Júlio César e depois tirou com os olhos a finalização de Joanderson.

No final da partida, o Alviverde foi para o tudo ou nada. Rondou a área adversária, teve alguns escanteios à seu favor, mas, apesar da insistência, falta calma e o time não conseguiu levar real perigo ao gol rival. O saldo foi um gosto bem amargo de uma derrota em que o excesso de erros custou muito caro.

FICHA DO JOGO

ATLÉTICO-GO 3 x 2 GUARANI


Klever; Alisson, William Alves, Renê e Bruno Santos; Bileu, Rômulo, Fernandes e João Paulo; Júlio César (Cristhyan, 42’/2º) e Tito (Joanderson, 31’/2º). Técnico: Cláudio Tencati.


Bruno Brígido; Lenon, Philipe Maia, Anderson e Kevin; Baraka e Ricardinho (Guilherme, 12’/2º); Bruno Nazário, Rondinelly (Serafim, 36’/2º) e Denner; Caíque (Anselmo Ramon, 12’/2º). Técnico: Umberto Louzer.

Gols: João Paulo, aos 23 e Fernandes, aos 46 minutos do primeiro tempo; João Paulo, aos 13, Bruno Nazário, aos 17 e Anselmo Ramon, aos 20 minutos do segundo tempo.
Público: 2.005 pessoas.
Renda: R$ 22.145,00.
Local: Estádio Olímpico Pedro Ludovico, em Goiânia.
Data e horário: Terça-feira, 24 de abril, às 19h15.
Árbitro: Alexandre Vargas Tavares de Jesus (RJ).
Cartões amarelos: Bruno Santos, Bileu, Alisson (Atlético-GO; Ricardinho e Philipe Maia (Guarani)

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