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4ª RODADA – Guarani 2 x 3 Ponte Preta

A atmosfera estava armada para uma festa. Estádio cheio e ansiedade a mil, mas, dentro de campo, o Guarani não correspondeu a expectativa de seu torcedor, que colocou no Brinco de Ouro o maior público do ano. Com uma atuação ruim e repleta de deficiências – tanto defensivas como ofensivas -, o Bugre perdeu para a Ponte Preta pelo placar de 3 a 2, neste sábado à noite, pela quarta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Um gol contra de Danilo Barcelos até deixou o Alviverde na frente, mas Reginaldo e André Luís (duas vezes) deram vantagem ao adversário. Rondinelly ainda descontou, mas os donos da casa não conseguiram o empate.

Com o tropeço no Dérbi 191, o Guarani chega a três derrotas em quatro partidas e, com apenas três pontos, ocupa a 16ª posição na tabela, fora da zona de rebaixamento apenas devido ao saldo de gols. O lado bom – se é possível existir algum – é que não haverá muito tempo para lamentar o resultado, afinal a equipe já volta a campo na terça-feira, às 19h15, contra o Criciúma, outra vez no Brinco.

PRIMEIRO TEMPO
Umberto Louzer mandou a campo praticamente força máxima. Apenas com a ausência de Philipe Maia, promoveu as estreias de Éverton Alemão e Edson Silva entre os titulares, contou com Lenon na lateral-direita e teve os retornos de Marcílio, Erik e Bruno Mendes. Quem esperava uma blitz, porém, se frustrou. Quem começou melhor foi a Ponte Preta, colocando a bola no chão e tendo espaço.

Dérbi, no entanto, é muito decidido no detalhe e, apesar do início complicado, foi o Bugre quem abriu o placar, aos 12′. Após cobrança de escanteio de Bruno Nazário, Éverton Alemão desviou e a bola tocou em Danilo Barcelos antes de morrer no fundo da rede: 1 a 0.

O gol deu uma falsa impressão de que o Alviverde poderia controlar mais o duelo ao seu estilo. Foi o contrário. Mesmo em desvantagem, a rival continuava mais confortável em campo e contou também com uma bola parada para deixar tudo igual. Danilo Barcelos cobrou escanteio e Reginaldo subiu mais alto para cabecear e empatar, aos 22′.

Mal deu tempo do Guarani assimilar o empate e, dois minutos depois, um novo escanteio foi decisivo, só que dessa vez de outra forma. A bola estava no campo de ataque dos donos da casa. Após o levantamento, a defesa ponte-pretana afastou o perigo e ligou contra-ataque. Igor disparou pelo lado esquerdo, colocou na área e achou André Luís, que fintou Marcílio e bateu firme para virar o marcador.

A situação ficou do jeito que os visitantes mais gostam. Sem responsabilidade de ter a iniciativa, o time alvinegro se postou atrás à espera de mais espaços. Para o Guarani, que tinha a obrigação de se expor, faltou qualidade, repertório e protagonismo. Do quarteto ofensivo que tanto se esperava, apenas Rondinelly apareceu em busca de jogo no primeiro tempo. Como aos 30′, quando finalizou de fora da área e obrigou Ivan a espalmar.

Por outro lado, a defesa bugrina sofreu com as investidas adversárias e escapou de prejuízo ainda maior na etapa inicial. Aos 32′, Felippe Cardoso recebeu de André Luís, mas Bruno Brígido saiu bem do gol e abafou. Seis minutos depois, Igor bateu cruzado, Felippe Cardoso desviou e o goleiro fez uma defesaça para evitar o terceiro.

SEGUNDO TEMPO
O Guarani voltou sem mudanças para o segundo tempo, mas a conversa no intervalo não funcionou. O time voltou a campo apresentando os mesmos problemas. Com o ataque totalmente inoperante e sem conseguir superar a bem montada defesa adversária, o Bugre seguiu inferior e sofrendo contra-ataques. Aos 9′, a bola sobrou para Tiago Real, que bateu de bico e Bruno Brígido fez outra grande defesa.

Três minutos depois, uma desatenção custou caro. Baraka errou o passe e a defesa ficou desguarnecida. Danilo Barcelos recebeu no lado esquerdo, olhou para a área e fez cruzamento preciso. André Luís apareceu com liberdade na segunda trave e bateu de primeira para marcar o terceiro.

O gol abalou ainda ainda mais a equipe. Umberto Louzer foi para o tudo ou nada com as entradas de Denner e do estreante Rafael Longuine nas vagas de Baraka e Erik. Depois, apostou em Anselmo Ramon no lugar de Bruno Mendes. A situação parecia irreversível, mas em um dos raros vacilos da defesa adversária, o Bugre voltou para o jogo, aos 27′. Após passe de Bruno Nazário, Anselmo Ramon ajeitou e Rafael Longuine foi derrubado por Renan Fonseca. O árbitro marcou pênalti, que o próprio Rondinelly converteu para diminuir.

Foi o suficiente para mudar a atmosfera no estádio. A torcida, que começava a cobrar insistentemente a equipe, sentiu o momento e incendiou o Brinco. Sem outra alternativa, o time se lançou totalmente à frente. Anselmo Ramon teve boa chance ao receber cruzamento e cabecear com perigo, à direita.

Nos minutos finais, a Ponte Preta tentou ganhar tempo e fez cera a cada jogada. O Guarani alugou o campo de ataque e insistiu. Em nenhum momento, porém, conseguiu uma pressão que pudesse lhe aproximar do empate. E ainda se salvou de tomar mais um. Ou melhor, foi salvo por Bruno Brígido, que se agigantou para fazer uma defesa espetacular em arrancada de Felippe Cardoso, aos 49′. Nem todo o esforço do goleiro, porém, foi suficiente para evitar o duro tropeço dentro de casa.

FICHA DO JOGO

GUARANI 2 x 3 PONTE PRETA


Bruno Brígido; Lenon, Éverton Alemão, Edson Silva e Marcílio; Baraka (Denner, 15’/2º) e Ricardinho; Bruno Nazário, Rondinelly e Erik (Rafael Longuine, 18’/2º); Bruno Mendes (Anselmo Ramon, 24’/2º). Técnico: Umberto Louzer.


Ivan; Igor Vinícius, Renan Fonseca, Reginaldo e Orinho (Júnior Santos, 31’/2º); André Castro, Paulinho (Lucas Mineiro, 22’/2º) e Tiago Real; André Luís (Roberto, 16’/2º), Felippe Cardoso e Danilo Barcelos. Técnico: Doriva.

Gols: Danilo Barcelos (contra), aos 12, Reginaldo, aos 22 e André Luís, aos 24 minutos do primeiro tempo; André Luís, aos 12, Rondinelly (pênalti), aos 27′ do segundo tempo.
Público: 18.078 pessoas.
Renda: R$ 257.928,00.
Local: Estádio Brinco de Ouro.
Data e horário: Sábado, 5 de maio, às 19h.
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS).
Cartões amarelos: Éverton Alemão, Baraka (Guarani); João Vítor, Renan Fonseca, Danilo Barcelos (Ponte Preta)

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