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18ª RODADA – Guarani 2 x 1 Brasil de Pelotas

Ufa! Foi num tremendo sufoco, mas o Guarani conseguiu a reabilitação na Série B do Brasileiro. Após duas derrotas consecutivas, o Bugre entrou em campo pressionado e, com um a menos em campo, ia amargando um novo tropeço em casa, mas contou com uma atuação inspirada de Rafael Longuine, que marcou duas vezes para definir a vitória por 2 a 1 sobre o Brasil de Pelotas, neste sábado, no Brinco de Ouro, pela 18ª rodada do campeonato.

Com o resultado, o Alviverde consegue amenizar a pressão, salta para 26 pontos e, momentaneamente, ocupa a nona posição na tabela de classificação. Na próxima rodada, a última do primeiro turno, o Guarani enfrenta o Londrina, sexta-feira, às 19h15, no Estádio do Café.

PRIMEIRO TEMPO
O técnico Umberto Louzer confirmou as três alterações já esperadas e promoveu as entradas do zagueiro Philipe Maia, do meia Rondinelly e do atacante Marcão. O jogo do Guarani, porém, demorou bastante a encaixar no primeiro tempo. Não à toa, o primeiro susto foi do Brasil, logo aos 5′. Após cobrança de escanteio e bate-rebate na área, Leandro Leite tentou a finalização, mas Éverton Alemão apareceu para travar.

Com dificuldade para trabalhar a bola no campo de ataque, o Bugre não se impunha em campo e era prejudicado pelo jogo mais físico do adversário. Com pouca velocidade para produzir pelas pontas e afunilando bastante o jogo no meio, as tentativas de longe foram uma arma. Ricardinho levou perigo, aos 15′, e Rafael Longuine acertou o pé da trave esquerda, aos 20′.

A partir dos 25′, o Alviverde aumentou o ritmo e passou a assustar com mais frequência, embora continuasse refém dos chutes de média distância. Marcelo Pitou precisou trabalhar em lances seguidos após as conclusões de Matheus Oliveira e depois Kevin. O centroavante Marcão, que precisou batalhar com os defensores, só foi aparecer ativamente aos 34′, quando deu uma casquinha após cruzamento, mas Rafael Longuine errou o chute.

Na base da insistência, o Guarani continuava no campo de ataque sem sofrer qualquer tipo de ameaça do Brasil, que não conseguiu uma finalização em direção ao gol em todo o primeiro tempo. Quando finalmente colocou a bola no chão e envolveu a defesa adversária, o Bugre balançou a rede, aos 41′. Willian Oliveira fez passe vertical entre as linhas, Matheus Oliveira deixou bonito de letra e Rafael Longuine, da meia-lua, bateu no cantinho direito para abrir o placar.

SEGUNDO TEMPO
A postura das duas equipes mudou após o intervalo. Em vantagem, o Guarani não tomou mais tanto a iniciativa e aguardou o comportamento do adversário, que resolveu sair mais no segundo tempo. E bastou o Brasil de Pelotas forçar um pouquinho para conseguir o empate aos 12 minutos. Em trama pela direita, Éder Sciola foi ao fundo, cruzou para trás e encontrou Lourency, que, da marca do pênalti, bateu firme para deixar tudo igual.

O gol abalou emocionalmente o Bugre. A bola passou a queimar no pé dos atletas diante da pressão da torcida. O reflexo desse destempero foi a atitude de Rondinelly. Aos 18′, o meia fez falta dura e recebeu o cartão amarelo. No minuto seguinte, cometeu nova infração, foi expulso e deixou o time com um a menos em campo.

Aí, o desespero bateu de vez nos donos da casa. Precisando sair para o jogo, mas tendo que administrar o nervosismo e o fato de estar em desvantagem numérica, o Alviverde se desorganizou. Umberto Louzer promoveu as entradas de Erik e Gabriel Poveda e o Guarani tentou. O jogo ficou aberto, com chances para os dois times. Aos 27′, Rafael Longuine acertou o travessão em cobrança de falta. Dois minutos depois, o Brasil respondeu com Lourency e Oliveira espalmou.

Os minutos finais forem recheados de tensão. Enquanto tentava pressionar o Brasil, o Bugre precisava se preocupar com as respostas em velocidade do adversário. A cada minuto, a missão se tornava mais difícil, até que o  camisa 10 chamou a responsabilidade para resolver. Aos 40′, Rafael Longuine recebeu com espaço, bateu de fora da área e acertou o ângulo esquerdo de Marcelo Pitol, que viu a bola tocar no travessão antes de entrar.

Jogo resolvido? Nada disso. Ainda havia tempo e o Guarani precisou se segurar de todo jeito. O Xavante foi à frente e pressionou até o último instante. O Bugre ainda contou com a sorte quando o árbitro não anotou pênalti claro em toque no braço de Erik. O goleiro Oliveira ainda precisou trabalhar e o alívio só veio mesmo no apito final.

FICHA DO JOGO

GUARANI 2 x 1 BRASIL DE PELOTAS


Oliveira; Kevin, Philipe Maia, Éverton Alemão e Pará; Willian Oliveira e Ricardinho; Matheus Oliveira (Erik – 16’/2º), Rafael Longuine (Felipe Diadema – 44’/2º) e Rondinelly; Marcão (Gabriel Poveda – 23’/2º). Técnico: Umberto Louzer.

Marcelo Pitol; Éder Sciola, Leandro Camilo, Rafael Dumas e Bruno Collaço; Leandro Leite e Itaqui (Gilson – 29’/2º); Kaio (Lourency – intervalo), Pereira (Maicon Assis – 16’/2º) e Valdemir; Luiz Eduardo. Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

Gols: Rafael Longuine, aos 41 minutos do primeiro tempo; Lourency, aos 12  e Rafael Longuine, aos 40 minutos do segundo tempo.
Público:
3.653 pagantes.
Renda:
R$ 43.393,00.
Local:
Estádio Brinco de Ouro.
Data e horário: Sábado, 28 de julho, às 16h30.
Árbitro: Luiz César de Oliveira Magalhães (CE).
Cartões amarelos: Ricardinho, Rondinelly e Oliveira (Guarani); Itaqui, Bruno Collaço, Gilson (Brasil de Pelotas)
Cartão vermelho: Rondinelly, aos 19 minutos do segundo tempo.

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