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12ª RODADA – Avaí 3 x 3 Guarani

O torcedor bugrino viveu uma roda-gigante de emoções na noite desta terça-feira. Passou da decepção com um primeiro tempo ruim para a euforia diante de uma virada incrível. No final das contas, viu o Guarani trazer um ponto para casa após um jogaço que terminou empatado em 3 a 3 com o Avaí, no Estádio da Ressacada, pela 12ª rodada da Série B do Brasileiro.

Com um passeio na etapa inicial, os catarinenses abriram 2 a 0 com Renato e Judson, mas o Bugre reagiu após o intervalo e, em 20 minutos, virou com dois gols de Caíque e um de Rafael Longuine. A equipe, porém, não segurou o resultado e viu Beltrán deixar tudo igual novamente.

Com o terceiro empate consecutivo, o Alviverde vai a 16 pontos e ocupa provisoriamente a sétima posição. O próximo compromisso acontece apenas na sexta-feira da semana que vem, contra o Boa Esporte, no Brinco de Ouro.

PRIMEIRO TEMPO
Com o time montado no 4-1-4-1, a estratégia do técnico Umberto Louzer era neutralizar o ponto forte do adversário e tentar ocupar o campo de ataque para surpreender. O que se viu no primeiro tempo, porém, foi um Guarani que não viu a cor de bola diante de um adversário mais bem arrumado e aguerrido.

Desde o início, o Avaí dominou completamente as ações colocando em prática sua principal arma, que são as jogadas pelos lados do campo com apoio dos alas. Aos 6′, Guga recebeu lançamento, desviou de cabeça para a área e, após leve desvio de Beltrán, a bola bateu na trave direita e voltou nos braços de Bruno Brígido.

Sem conseguir sair de seu campo de defesa, o Bugre apenas se defendia e tomava calor dos donos da casa. Cada virada de jogo ou bola colocada na área dava trabalho aos defensores bugrinos. Curiosamente, no momento em que tentou sair um pouco de trás, o time foi surpreendido.

Em contra-ataque rápido, aos 25′, Rômulo fez o lançamento nas costas de Pará e encontrou Renato. O meia avançou, aproveitou um escorregão do goleiro Bruno Brígido e não teve trabalho para tocar no canto esquerdo e abrir o placar.

O gol não diminuiu o ímpeto do Avaí, que seguiu amassando o Guarani. Aos 29, uma verdadeira blitz. Após boa troca de passes, Beltrán recebeu na área e exigiu boa defesa de Bruno Brígido. No rebote, André Moritz recebeu cruzamento, tentou de calcanhar e o goleiro pegou de novo.

Inofensivo e totalmente perdido em campo, o Bugre ainda levou mais um antes do intervalo, aos 37′. Judson recebeu passe, soltou a pancada de fora da área e viu a bola encobrir Bruno Brígido, tocar no travessão e dentro do gol: 2 a 0.

SEGUNDO TEMPO
No intervalo, Umberto Louzer promoveu a entrada de Bruno Nazário no lugar de Baraka e a presença do meia, de volta ao time após um mês, fez toda a diferença na produção ofensiva da equipe, que em poucos minutos mudou totalmente seu comportamento. No primeiro minuto, Aranha saiu jogando errado, mas Rafael Longuine não aproveitou.

O Avaí respondeu com Renato, que recebeu na área, passou por Pará e finalizou no travessão, aos 4′. No minuto seguinte, porém, o Guarani diminuiu. Após cobrança de escanteio de Bruno Nazário, Caíque se antecipou aos defensores e fez de cabeça.

O gol acordou de vez o Bugre e a partida, que parecia perdida, tomou outro rumo. Nazário continuou fazendo a diferença e o empate não demorou a vir. Kevin colocou a bola na área, o meia tentou de cabeça e Caíque, após a confusão na área, aproveitou para estufar a rede, aos 14′.

Agora, quem estava desnorteado é o Avaí. Os donos da casa sentiram os gols sofridos e, na ânsia de atacar, deixaram muitos espaços lá atrás. Empolgado e bem mais organizado, o Guarani conseguiu uma improvável virada em linda troca de passes aos 20′. A bola passou por Kevin, Bruno Nazário e Bruno Mendes até chegar em Rafael Longuine, que deslocou Aranha e fez o terceiro.

A virada levou os catarinenses a buscar ainda mais o ataque. Com a vantagem, o Bugre teve mais preocupações defensivas, mas não conseguiu segurar a vantagem por muito tempo. Aos 27′, Marquinhos cobrou falta na área e Beltrán cabeceou no canto para deixar tudo igual.

Os minutos finais da partida foram totalmente imprevisíveis. Era o Avaí quem tinha mais a bola e tomava a iniciativa, mas o Guarani também se arriscava e era perigoso quando tinha espaços. Na base da pressão, a última chance clara foi do Avaí, aos 47′, mas Capa, livre, errou o cabeceio e o Bugre respirou aliviado.

FICHA DO JOGO

AVAÍ 3 x 3 GUARANI

 

 

 

 

 

Aranha; Alemão, Betão e Aírton (Marquinhos, 23’/2º); Guga, Judson, André Moritz (Carlos Alberto, 39’/2º) e Capa; Renato, Beltrán e Rômulo (Getúlio, 18’/2º). Técnico: Geninho.


Bruno Brígido; Kevin, Philipe Maia, Edson Silva (Éverton Alemão, 17’/2º) e Pará; Baraka (Bruno Nazário, intervalo); Caíque, Ricardinho, Denner e Rafael Longuine (Erik, 33’/2º); Bruno Mendes. Técnico: Umberto Louzer.

Gols: Renato, aos 25 e Judson, aos 37 minutos do primeiro tempo; Caíque, aos 5 e aos 14 minutos, Rafael Longuine, aos 20 e Beltrán, aos 27 minutos do segundo tempo.
Público: 4.153 pessoas.
Renda: R$ 80.796,00.
Local: Estádio da Ressacada, em Florianópolis.
Data e horário: Terça-feira, 19 de junho, às 21h30.
Árbitro: Dyorgines José Padovani de Andrade (ES).
Cartões amarelos: Alemão e Renato (Avaí); Caíque, Philipe Maia, Kevin, Bruno Mendes, Ewerton Alemão, Pará e Bruno Nazário (Guarani)

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