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Louzer admite resultado ruim, mas vê outros ‘escorregões’ como decisivos

Técnico lembra tropeços e quer Guarani honrando a camisa nas últimas rodadas

Umberto Louzer reconheceu que outros tropeços acabaram tirando o valor do resultado em Florianópolis: 'se tivéssemos feito o resultado nos outros jogos, esses quatro pontos seriam uma boa pontuação' (Foto: Letícia Martins/Guarani Press)

Levar quatro pontos fora de casa após jogos contra Coritiba e Figueirense seria comemorado pelo Guarani em quase todas as circunstâncias, mas como a situação na tabela exigia perfeição, o empate em 0 a 0 em Florianópolis não foi celebrado. Com o time se despedindo das chances de conseguir o acesso na Série B do Brasileiro, Umberto Louzer admitiu o resultado ruim, mas disse que outros tropeços recentes acabaram sendo decisivos. Além disso, o técnico pediu cabeça erguida para os últimos três compromissos da equipe no campeonato.

“No primeiro tempo poderíamos ter saído na frente. No segundo tivemos um pouco de controle, mas perdemos agressividade. Faltou aceleração maior na última partida para continuar criando”, disse à Rádio Bandeirantes após a partida. “A gente lamenta porque precisava da vitórias, mas lamenta mais jogos. Perder para o Boa, São Bento. Esses pontos têm feito falta. Se tivéssemos feito o resultado nos outros jogos, esses quatro pontos seriam uma boa pontuação, mas no momento não”.

O comandante bugrino lembrou das chances criadas e destacou a atuação do goleiro Vítor Caetano, que fechou o gol, principalmente no primeiro tempo, e foi o responsável por impedir a vitória. “A equipe lutou, brigou. Não abrimos mão do objetivo, de maneira organizada, mas o goleiro teve uma noite inspirada. É aquilo que falei, escorregamos em outros adversários”.

Louzer evitou colocar a questão física como vilã pela queda de rendimento da equipe no segundo tempo, mas reconheceu que as mudanças realizadas foram necessárias pelo desgaste de alguns jogadores.

“A ideia com o Matheus Oliveira era colocar um homem com mais velocidade e finalização de média e longa distância, mas ele teve dificuldade na saída. Depois o Nem não conseguiu ficar em campo e optamos pela velocidade com o Caíque para ter ofensividade. O Denner acusou desgaste e utilizamos o Rondinelly para ter equilíbrio e manter dois homens de velocidade. Não conseguimos fazer a característica prevalecer. Importante é que lutamos até o final”.

Agora, sem poder mais buscar o G4, o Guarani apenas cumpre tabela nas últimas três rodadas. Enfrenta o Paysandu, no sábado, e depois ainda encara Brasil de Pelotas e Londrina. Mesmo sem ter nada a almejar no campeonato, Umberto Louzer disse que o time não pode encarar o campeonato como acabado.

“Vamos olhar pra frente e recuperar porque sábado temos em casa a oportunidade de fazer um bom jogo e ter essa sequência de boa performance para sair com a vitória”, projetou o treinador. “É momento final da competição, com o grupo dos que querem permanecer e os que querem entrar no G4. O Paysandu vem jogar a vida e vamos ter muita intensidade, organização e empenho para sair com a vitória”.

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