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Figueirense 0 x 0 Guarani: o que as estatísticas mostram

Bugre não repete atuação consistente e já pode pensar em 2019

Participação do goleiro Vítor Caetano foi decisiva para o empate, mas a falta de agressividade do Guarani no segundo também colaborou muito para o resultado (Foto: Vinícius Nunes/Figueirense)

O Guarani precisava de atuações como a da vitória sobre o Coritiba para continuar sonhando com o acesso, mas logo no compromisso seguinte não teve um desempenho tão consistente e o 0 a 0 com o Figueirense serviu para acabar com aquela pontinha de esperança que ainda iludia o torcedor. Como aconteceu em praticamente toda a Série B do Brasileiro, na hora de embalar, o Bugre travou e frustrou as expectativas.

É bem verdade que o time não fez um jogo ruim em Florianópolis e talvez até merecesse melhor sorte, não fosse a competência do goleiro Vítor Caetano. O primeiro tempo, aliás, é o único momento que merece destaque. Sem poder contar com Matheus Anjos, Umberto Louzer escolheu Rafael Longuine e viu o time mudar sua característica, afinal saía a velocidade de um para dar lugar a cadência de outro. Acrescente a isso o fato do então titular conseguir algumas boas atuações, enquanto o substituto não jogou nada no segundo turno.

Mesmo assim, com postura semelhante àquela adotada em Curitiba, o Alviverde também controlou as ações e criou oportunidades como no sábado. Na etapa inicial, menos posse de bola, mas oito finalizações, sendo três certas, exatamente a mesma quantidade que os donos da casa conseguiram no jogo inteiro. E as três conclusões foram realmente chances claras. Jefferson Nem, Rafael Longuine e Gabriel Poveda tiveram nos pés oportunidades de gol, mas as mãos do goleiro adversário levaram a melhor.

Defensivamente, apesar de um descuido ou outro, mais uma vez a equipe conseguiu se comportar bem. Tomou o maior susto numa finalização de fora da área que acertou a trave, mas Agenor não precisou fazer defesas difíceis, Willian Oliveira e Ricardinho tiveram mais uma vez papel importante na proteção (cada um com quatro desarmes) e, sem ficarem expostos, Philipe Maia e Fabrício tiveram atuação segura. Pela segunda vez consecutiva, a equipe não foi vazada.

O problema é que só não ser vazado não era o suficiente para o Guarani. Apenas a vitória interessava e, para que ela acontecesse, o gol precisava sair. A expectativa é de que o desempenho do primeiro tempo se repetisse após o intervalo, mas desde o primeiro minuto ficou nítido que não seria assim. Faltou ao Bugre ser ousado, agressivo e ter mais desejo pela vitória.

Foram cinco finalizações, mas o time não conseguiu nenhuma vez concluir a gol de dentro da área do adversário. De fora da área, quem chegou perto foi Ricardinho, mas o chute, que tinha endereço certo, encontrou pela frente outra intervenção fundamental de Vítor Caetano, principal protagonista do 0 a 0.

Com o relógio andando, o Guarani foi esfarelando. Denner já não conseguia dar mais suporte ao ataque, Jefferson Nem se esgotou de tanto correr e Rafael Longuine não tinha a menor condição de dar a velocidade e dinâmica que o time precisava para continuar executando a proposta estipulada. Isso fez com que Gabriel Poveda fosse um mero expectador do segundo tempo, afinal mal pegou na bola.

Em situações como essa, o banco de reservas pode ser uma tábua de salvação, mas as opções de Umberto Louzer confirmaram o quanto não são confiáveis. Matheus Oliveira, Caíque e Rondinelly entraram. O primeiro fez pouco no tempo em que permaneceu em campo – um chute sem perigo -, mas os outros dois não acrescentaram absolutamente nada. Pelo contrário, cada um teve quatro perdas de posse mesmo estando em campo por pouquíssimo tempo.

Como a pobreza técnica do Figueirense também é grande, a reta final da partida limitou-se a dois times que não conseguiram atacar e, quando tentavam, eram facilmente abatidos. Não à toa, foram 14 desarmes e 13 perdas de posse nos últimos 15 minutos, que foram angustiantes para quem estava no estádio ou acompanhava pela televisão. No final das contas, o 0 a 0 representou bem o que foram os dois times na Série B. O Figueirense com sua campanha decepcionante e o Guarani, que não aproveitou as oportunidades oferecidas para sonhar com algo a mais.

Agora, são três partidas que, particularmente, não acrescentam muita coisa ao Bugre. Vale para tentar melhor na tabela ou terminar o ano de maneira menos frustrante. A prioridade, agora, é pensar em 2019. Nem os últimos jogos servirão muito como avaliação, afinal já foi possível detectar o que cada um desse elenco pode oferecer. A ordem é planejar o quanto antes o ano que vem.

Confira as principais estatísticas do jogo (via FootStats)

Posse de bola: Figueirense 55,3% x 44,7% Guarani
Passes certos: Figueirense 361 x 311 Guarani
Passes errados: Figueirense 47 x 48 Guarani
Finalizações certas: Figueirense 3 x 4 Guarani
Finalizações erradas: Figueirense 5 x 9 Guarani
Desarmes: Figueirense 17 x 21 Guarani
Cruzamentos: Figueirense 22 x 17 Guarani
Lançamentos: Figueirense 27 x 24 Guarani
Escanteios: Figueirense 5 x 6 Guarani
Faltas cometidas: Figueirense 16 x 21 Guarani
Rebatidas: Figueirense 21 x 27 Guarani

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