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Ex-capitão do Bope faz palestra a jogadores antes de ‘decisão’

Paulo Storani foi um dos oficiais que serviram de inspiração para o Capitão Nascimento, do Tropa de Elite

Paulo Storani (no centro e segurando a camisa do Guarani) falou com o elenco e comissão técnica bugrina na manhã desta sexta-feira: ex-oficial relembrou os tempos de Bope durante palestra (Foto: Lucas Almeida/Guarani Futebol Clube)

O último treinamento do Guarani antes da partida contra o CSA, na manhã desta sexta-feira, começou com atraso. Programado inicialmente para 9h, a atividade no gramado do Brinco de Ouro só teve início quase duas horas depois. Mas o papo no vestiário não foi comum. Diferentemente de vésperas de jogos, quando a comissão técnica apresenta um vídeo ao elenco, dessa vez os jogadores receberam a visita de Paulo Storani. Ex-militar do Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro, o Bope, ele foi um dos oficiais que serviram de inspiração para o personagem Capitão Nascimento, dos filmes ‘Tropa de Elite’.

Mestre em antropologia, pós-graduado em administração pública e em gestão de recursos humanos, Storani foi capitão do Bope do Rio de Janeiro de 1994 a 1999 e se tornou conhecido como o homem que inspirou a criação do personagem protagonizado por Wagner Moura na sequência de filmes que ganhou fama no Brasil e no Exterior – o segundo filme teve a maior bilheteria da história no país, acumulando um total de R$ 102,6 milhões

Depois de deixar a corporação, Storani se dedicou às palestras, que englobam diversos temas, como trabalho em equipe, estratégia, competitividade, gerenciamento de crises e administração de conflitos. No futebol, vários clubes já solicitaram os serviços do ex-oficial, como Atlético-MG, Palmeiras, Santos e Sport.

O técnico Umberto Louzer comentou sobre a atividade diferente realizada e destacou a importância dela para o grupo. “É mais uma ferramenta. O Paulo tem vindo fazer esse trabalho dentro dos clubes. Tem uma experiência enorme e vem de encontro com o que a gente prega durante o ano. É um profissional que sabe o contexto do que está sendo vivenciado e traz uma roupagem diferente”, falou. “Isso cria um pacto dentro do grupo. É o momento ideal para trazer o profissional e que a gente possa agregar ainda mais forças para atingir nosso objetivo principal”.

Louzer também abordou alguns elementos do personagem e do Bope que o elenco precisa incorporar em busca do sucesso. “A gente não faz um grupo com um homem só. São funções dentro de campo e todos têm suas responsabilidades, desde os que vão atuar de início aos que vão pra suplência”, explicou. “Eles precisam estar determinados no objetivo, independentemente da adversidade. Para que nada te tire do seu foco. Que tenha a mentalidade de vencedor. É isso o que o filme passa, claro que em outro contexto”.

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