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Guarani consegue suspender leilão do terreno da Bandeirantes

Área havia sido penhorada por dívidas civis; clube contestou valor da avaliação

Área na Rodovia dos Bandeirantes era alvo da Justiça por conta de dívidas civis, mas Guarani conseguiu reverter a situação momentaneamente (Foto: Reprodução)

O Guarani conseguiu, nesta quarta-feira, suspender o leilão do terreno da Rodovia dos Bandeirantes, que é de propriedade do clube. A penhora havia ocorrido por decisão do juiz Celso Alves de Rezende, da 7ª Vara de Campinas e visava a quitação de dívidas civis. O principal credor é a Empreendimentos Martin & Maffia LTDA, de Jundiaí, mas outros pagamentos seriam realizados com o valor arrecadado.

Antes da hasta pública presencial, lances já poderiam ser feitos online. No primeiro leilão, que foi de 3 a 6 de setembro, o lance mínimo era de quase R$ 18 milhões, mas não houve interessados. Depois, o valor caiu para R$ 8.8881.141,96, mas até esta quarta-feira nenhuma oferta havia sido feita.

O principal argumento do Guarani para pedir a suspensão do leilão é de que o valor de avaliação é vil, ou seja, menor do que ele realmente vale. “Pedimos que o leilão fosse suspenso sob alguns argumentos. O primeiro é da avaliação vil. O imóvel está sendo leiloado por R$ 17 milhões, quando na verdade a Justiça Federal  a Trabalhista avaliou em mais de R$ 30 milhões”, explicou o advogado André Torquato, diretor jurídico do clube, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

“Ingressamos com o pedido de suspensão e no final da tarde (desta quarta-feira) saiu a decisão suspendendo os efeitos do leilão no que tange a expedição da carta de arrematação. O leilão continua ocorrendo, mas quem arrematar o imóvel não poderá levar a carta de arrematação. O juiz pretende avaliar se o valor do imóvel está correto ou não”, acrescentou.

O crédito que seria adquirido pelo leilão é oriundo de serviços prestados pela empresa ao Guarani no agenciamento de jogadores. O processo existe desde 2005, mas desde então nunca houve acordo. Outros credores também estão envolvidos na penhora e aguardam a resolução do caso.

O terreno que fica às margens da Rodovia dos Bandeirantes é alvo da Justiça há muito tempo. Em anos anteriores, foram realizados outros leilões, mas a área nunca chegou a ser arrematada. Em 2013, o imóvel sofreu uma desapropriação por parte da Rota das Bandeiras. Por ter cerca de 80% de área de preservação ambiental, o Guarani não cogitou o local como um eventual espaço para a futura construção da arena bugrina, mas havia a possibilidade de um entendimento para que lá fosse levantado um novo centro de treinamento.

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