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Guarani mira melhora defensiva para afastar desequilíbrio

Histórico mostra que times que levam muitos gols dificilmente conseguem acesso na Série B

O zagueiro Philipe Maia admitiu a preocupação do grupo com a melhora nos números de gols sofridos: ' sistema defensivo tem que dar confiança para a equipe' (Foto: Letícia Martins/Guarani Press)

Números do Guarani no primeiro turno da Série B do Brasileiro apontaram desequilíbrio entre o rendimento do sistema ofensivo e o defensivo. Enquanto lá na frente o ataque correspondeu e é um dos melhores do campeonato, a retaguarda bugrina sofreu com o número de gols e está entre as mais irregulares. Mudar esse cenário é o grande objetivo da equipe, afinal, historicamente, times que são muito vazados não costumam estar entre os melhores na segunda divisão.

Desde 2006, quando a Série B adotou a atual fórmula de disputa, os quatro times que subiram em cada ano também estavam quase sempre entre aqueles com melhor rendimento defensivo. Em 48 acessos, as cinco exceções foram Grêmio Barueri-2008 (11ª defesa menos vazada), Atlético-GO-2009 (10ª defesa menos vazada), Criciúma-2012 (13ª defesa menos vazada), Figueirense-2013 (11ª defesa menos vazada) e Sport-2013 (14ª defesa menos vazada).

Por enquanto, o Guarani é, junto a Figueirense e Londrina, o 12º time que menos levou gols no campeonato (23). A busca pelo acesso passa muito pela melhora nesses números e os próprios jogadores sabem o quanto é importante que isso aconteça durante o segundo turno.

“O sistema defensivo tem que dar confiança para a equipe. O goleiro, zagueiros, laterais, todos passarem segurança. Cada dia precisamos estar mais concentrados e ter a ambição de não levar gol”, diz o zagueiro Philipe Maia. “Converso muito sobre isso com quem joga comigo. Tem bolas que não dá para fazer milagre, claro, mas tem que lutar, fazer o que é possível e dar o algo a mais para não levar gol”.

Das 19 rodadas já disputadas na Série B, o Guarani terminou um jogo sem ser vazado em apenas cinco delas, mas isso não aconteceu nas últimas cinco partidas. Apesar disso, o defensor bugrino vê evolução em comparação ao começo do campeonato.

“No primeiro turno houve muitos erros e temos que ser sábios para não errar nas mesmas coisas, tomando gols no final. Demorou um pouquinho, mas conseguimos evoluir. É tirar lições do que aconteceu e saber que precisamos seguir nesse evolução. Vamos encarar como 19 finais”, projeta.

Um bom teste para o sistema defensivo bugrino acontecerá no sábado, afinal o líder Fortaleza, que vem ao Brinco de Ouro, é o dono do segundo melhor ataque, com 28 gols marcados. Desafio que os bugrinos esperam superar, de preferência sem terem a rede balançada.

“Algumas equipes são diferenciadas e o Fortaleza mostrou isso no primeiro turno. Não só no setor ofensivo, mas no geral. É um jogo difícil, precisa ter muita atenção, foco dobrado e ser muito eficaz no que vai fazer”, orienta Maia. “São jogadores de muita qualidade, mas aqui também temos grandes jogadores”, conclui.

Rendimento das equipes que conseguiram acesso desde 2006

2006
Atlético-MG – 39 gols (segunda defesa menos vazada)
Sport – 36 gols (primeira defesa menos vazada)
Náutico – 48 gols (quarta defesa menos vazada)
América-RN – 51 gols (sexta defesa menos vazada)

2007
Coritiba – 41 gols (segunda defesa menos vazada)
Ipatinga – 41 gols (segunda defesa menos vazada)
Portuguesa – 46 gols (quinta defesa menos vazada)
Vitória – 50 gols (sétima defesa menos vazada)

2008
Corinthians – 29 gols (primeira defesa menos vazada)
Avaí – 40 gols (segunda defesa menos vazada)
Santo André – 45 gols (quarta defesa menos vazada)
Grêmio Barueri – 55 gols (11ª defesa menos vazada)

2009
Vasco – 29 gols (primeira defesa menos vazada)
Ceará – 34 gols (segunda defesa menos vazada)
Guarani – 51 gols (sétima defesa menos vazada)
Atlético-GO – 53 gols (10ª defesa menos vazada)

2010
Figueirense – 37 gols (primeira defesa menos vazada)
América-MG – 42 gols (quarta defesa menos vazada)
Bahia – 44 gols (quinta defesa menos vazada)
Coritiba – 49 gols (oitava defesa menos vazada)

2011
Portuguesa – 38 gols (primeira defesa menos vazada)
Náutico – 41 gols (terceira defesa menos vazada)
Sport – 44 gols (quinta defesa menos vazada)
Ponte Preta – 45 gols (sétima defesa menos vazada)

2012
Atlético-PR – 37 gols (primeira defesa menos vazada)
Goiás – 37 gols (primeira defesa menos vazada)
Vitória – 43 gols (sexta defesa menos vazada)
Criciúma – 57 gols (13ª defesa menos vazada)

2013
Palmeiras – 28 gols (primeira defesa menos vazada)
Chapecoense – 31 gols (segunda defesa menos vazada)
Figueirense – 52 gols (11ª defesa menos vazada)
Sport – 56 gols (14ª defesa menos vazada)

2014
Joinville – 33 gols (primeira defesa menos vazada)
Vasco – 36 gols (segunda defesa menos vazada)
Ponte Preta – 38 gols (terceira defesa menos vazada)
Avaí – 40 gols (sexta defesa menos vazada)

2015
Botafogo – 30 gols (primeira defesa menos vazada)
América-MG – 39 gols (segunda defesa menos vazada)
Vitória – 40 gols (terceira defesa menos vazada)
Santa Cruz – 43 gols (nona defesa menos vazada)

2016
Bahia – 34 gols (segunda defesa menos vazada)
Avaí – 34 gols (segunda defesa menos vazada)
Atlético-GO – 35 gols (quarta defesa menos vazada)
Vasco – 41 gols (sétima defesa menos vazada)

2017
América-MG – 25 gols (primeira defesa menos vazada)
Internacional – 26 gols (segunda defesa menos vazada)
Paraná – 28 gols (terceira defesa menos vazada)
Ceará – 32 gols (sexta defesa menos vazada)

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