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Ameaça de renúncia de presidente escancara crise política no Guarani

Palmeron Mendes Filho avisa conselheiros de intenção de saída do cargo, que ainda não pode ser considerada oficial

Palmeron Mendes Filho passou o dia no Rio de Janeiro e não compareceu a reunião do Conselho Deliberativo: ainda presidente bugrino deve se pronunciar nesta sexta-feira (Foto: Letícia Martins/Guarani Press)

O ambiente político do Guarani, que já vinha ficando efervescente nos últimos dias por conta do projeto de cogestão do futebol, escancarou de vez a crise após reunião do Conselho Deliberativo na noite desta quinta-feira. Ausente do encontro, o presidente Palmeron Mendes Filho cogitou, via telefone, a intenção de renúncia  juntamente com Assis Eurípedes de Oliveira, um dos vice-presidentes do Conselho de Administração. A saída do cargo, porém, ainda não pode ser considerada oficial.

O principal motivo da decisão do ainda mandatário bugrino envolve a assembleia de sócios marcada para a próxima segunda-feira, dia 13, em que haveria a votação de uma das propostas pela gestão compartilhada. Enquanto Palmeron bateu o pé querendo a decisão, um grupo de conselheiros pediu o adiamento da deliberação por conta de dois motivos.

O primeiro foi a denúncia feita pelo ex-presidente Horley Senna contra o diretor-comercial Anaílson Neves e Lucas Andrino, empresário ligado ao Grupo Magnum, de que eles pagaram mensalidades atrasadas de 14 associados. Além disso, uma ala no clube queria que houvesse mais tempo para análise das propostas, já que haveria apenas 30 minutos de explanação de cada grupo antes da decisão final.

Segundo apurou o Nossa Taba, Palmeron passou o dia no Rio de Janeiro na sede da CBF e, à noite, durante a reunião do Conselho, comunicou a um dos presentes a intenção de renunciar ao cargo se a assembleia de segunda-feira não fosse realizada. A reportagem tentou contato com o dirigente, que se limitou a dizer que estava dentro do avião no retorno para Campinas e que não poderia falar.

Fato é que, oficialmente, a saída ainda não poder ser confirmada porque o pedido não foi registrado em ata e o dirigente também não apresentou a carta de renúncia. É provável que ele se pronuncie nesta sexta-feira para confirmar se a intenção será concretizada ou se não passou de uma ameaça. Pelo que apurou o Nossa Taba, é grande a possibilidade de que tenha se tratado apenas de um blefe. No entanto, caso ele e Assis realmente deixem o clube, Carlos Queiróz, outro membro do Conselho de Administração, assume provisoriamente.

Ponto de discórdia durante a reunião e uma das causadoras de todo o imbróglio, a assembleia de segunda-feira está temporariamente cancelada, mas isso também pode mudar já que Palmeron tem o poder de convocar uma nova assembleia para apresentação das ofertas de cogestão: uma do Grupo Magnum e da Asa Aluminíos e outra do pool formado por Elenko, Traffic e o empresário Nenê Zini.

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