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Guarani 2 x 1 Coritiba: o que as estatísticas mostram

Bugre repete ‘padrão’, faz outra boa partida e sinaliza evolução na Série B

Com um gol e uma assistência, Pará fez sua melhor partida com a camisa bugrina: lateral foi o destaque de uma equipe em evolução (Foto: Denny Cesare/Código 19)

Voltar a somar três pontos dentro de casa, vencer duas partidas seguidas pela primeira vez e entrar no G4. Essas são, sem dúvida, boas notícias, mas nenhuma deve interessar mais ao Guarani do que o fato de que, depois de cambalear durante várias rodadas da Série B, o time apresenta sinais de evolução. Depois de deixar boa impressão contra o Oeste, o Bugre foi ainda melhor diante do Coritiba. Pelas circunstâncias, a dificuldade e o peso da partida, a equipe soube se comportar muito bem e começa a mostrar uma cara.

E essa nova cara do Guarani parece ter a ver com a de um time que não faz tanta questão de ter o controle das ações do jogo. É verdade que, assim como na última partida, o gol saiu cedo, mas, como foi em Barueri, o Bugre terminou a partida com muito menos posse de bola que o adversário (40,6%) e apenas 245 passes trocados, números superiores apenas aos da estreia contra o Fortaleza.

A cobrança certeira de falta do lateral-esquerdo Pará – que terá sua atuação destacada nos próximos parágrafos – fez o jogo virar. Escalado com três volantes, o Coritiba imaginava ser pressionado e com espaço para os contra-ataques em velocidade de Alisson Farias e Guilherme Parede. O gol cedo, porém, tirou toda a responsabilidade do Bugre e jogou ela para o lado dos visitantes.

Em termos de futebol jogado, o primeiro tempo das duas equipes foi bem mais interessante. Foram 15 finalizações dos dois lados – contra 10 do segundo tempo – e o Coxa tentando impor volume, enquanto o Guarani tentava sair em velocidade. Apostando nas escapadas pelo lado direito, o time da casa foi vertical e objetivo. Na partida, teve média de uma finalização a cada 17,5 passes, enquanto os paranaenses precisaram de 29,6. Além do gol, a equipe teve outras quatro conclusões certas só na etapa inicial e pelo menos duas delas poderiam ter entrado, mas Wilson apareceu muito bem para evitar.

Tinha tudo para ser um primeiro tempo impecável do Bugre, mas um raro momento de desatenção custou caro. Na bola perdida por Matheus Oliveira no meio-campo, o Coritiba saiu em rápida transição, pegou a defesa adversária desorganizada e Guilherme Parede aproveitou o cruzamento para empatar.

Havia muita expectativa de como o Guarani voltaria do intervalo após o baque, mas nem deu tempo de qualquer estratégia ser colocada em prática. Em noite inspirada, Pará cobrou escanteio na cabeça de Bruno Mendes e o atacante testou para vencer o goleiro Wilson e recolocar os donos da casa na frente.

Foi o gol das redenções. Muito criticado por atuações recentes, Pará fez, de longe, sua melhor partida com a camisa bugrina. O lateral-esquerdo foi o jogador do time que mais teve a bola nos pés. Marcou gol, fez assistência, deu mais dois passes para finalização e ainda foi o líder em cruzamentos certos (3), líder em desarmes ao lado de Denner (3) e o segundo da equipe com mais rebatidas (6). Já Bruno Mendes ainda não voltou a ter o nível de atuação parecido com o Paulista. Foi o jogador do time com mais passes errados (10) e perdas de posse (5), mas foi eficiente. Em duas finalizações, marcou um e acabou com o incômodo jejum de mais de três meses.

Com o 2 a 1 no placar, o Guarani voltou a atuar de maneira mais confortável e forçar o Coritiba a tomar a iniciativa. Em 45 minutos, os donos da casa trocaram apenas 98 passes e se fecharam de maneira organizada lá atrás. Assim como aconteceu contra o Oeste, o time viu o adversário ter a bola, mas praticamente não ameaçar, tanto é que o goleiro Oliveira só fez uma defesa na etapa final e aconteceu numa jogada em que a defesa bugrina saiu errado.

A presença da trinca de volantes reforçada pela recomposição de Matheus Oliveira resguardou a retaguarda bugrina. Willian Oliveira teve outra boa atuação e comandou o meio-campo bugrino ao lado de Ricardinho, que teve 100% de eficiência no passes (26 acertos). Prova da pegada da equipe é um bom número de desarmes mais uma vez (12). O Bugre também tentou manter o ímpeto e, com oito finalizações certas, igualou o recorde próprio de chutes no alvo, que era da vitória sobre o CRB.

Nos minutos finais, foi preciso ‘saber sofrer’ de novo e a equipe de Umberto Louzer parece ter se calejado depois de tanto levar gols em momentos decisivos. O Coritiba partiu para o abafa e tornou o chuveirinho o expediente favorito. Dos 25 cruzamentos feitos pelos paranaenses, dez foram a partir dos 30 do segundo tempo. Até o goleiro Wilson se aventurou na área, mas a defesa bugrina rebateu 14 vezes no período com outra atuação sem sobressaltos da dupla formada por Éverton Alemão e Edson Silva.

Foi, sem sombra de dúvidas, a vitória maiúscula que o Guarani tanto precisava na Série B. Principalmente porque, com sinais de evolução, o time começa a apresentar um padrão que lhe torna bastante competitivo. Com o time em reconstrução após saídas e chegadas, é uma boa notícia e tanto.

Confira as principais estatísticas do jogo (via FootStats)

Posse de bola: Guarani 40,6% x 59,4% Coritiba
Passes certos: Guarani 245 x 326 Coritiba
Passes errados: Guarani 39 x 47 Coritiba
Finalizações certas: Guarani 8 x 4 Coritiba
Finalizações erradas: Guarani 6 x 7 Coritiba
Desarmes: Guarani 12 x 14 Coritiba
Cruzamentos: Guarani 19 x 27 Coritiba
Lançamentos: Guarani 43 x 26 Coritiba
Escanteios: Guarani 6 x 8 Coritiba
Faltas cometidas: Guarani 11 x 18 Coritiba
Rebatidas: Guarani 42 x 25 Coritiba

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