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Líder em passes, interceptações e posse de bola: o que o Guarani perde sem Lenon

Além da regularidade, lateral é destaque em alguns fundamentos do time na Série B

Lenon deixa o Guarani sendo um dos 10 principais passadores da Série B: lateral-direito foi o bugrino que mais 'jogou' no campeonato até agora (Foto: Letícia Martins/Guarani Press)

Que a ausência de um dos jogadores mais regulares do time nos últimos significa uma grande baixa, ninguém dúvida, mas quanto o Guarani perde sem Lenon para a sequência da Série B do Brasileiro? O Nossa Taba analisou os dados fornecidos pelo Footstats sobre o desempenho dos jogadores no campeonato e constatou que, mais do que um atleta altamente participativo, o Bugre emprestou ao Vasco um lateral-direito que se destaca em vários fundamentos do time.

Antes de se aprofundar nos números, é impossível não destacar a a assiduidade de Lenon. Desde que o defensor chegou, em maio de 2015, ainda como volante, o Guarani entrou em campo 146 vezes e ele só deixou de participar de 11 desses compromissos, seja por suspensão, algum problema físico leve ou simplesmente porque foi poupado. Ou seja, em três anos e sete competições disputadas, o lateral-direito atuou em 92,4% das partidas.

No entanto, Lenon não é apenas constante no número de jogos, mas também em quanto participa deles. Na Série B, por exemplo, ele é o líder com folga em passes no time, com 455, sendo 401 certos (88,8% de eficiência). Além disso, aparece ainda como o décimo jogador de todo o campeonato que mais troca passes. No quesito posse de bola, ele também é o número um do Bugre, com média de 12,85% do tempo de um jogo com a redonda nos pés.

A distribuição desses passes e da posse de bola mostra também como o ex-camisa 2 do Bugre é ativo em todas as fases da partida. Embora apareça mais na transição (63% do total de passes e 51% da posse de bola são na faixa central), muitas vezes a saída de bola acontece do time pelo lado direito (17% dos passes e 23% da posse de bola são da intermediária defensiva para trás) e Lenon aparece bastante no apoio ao ataque (20% dos passes e 26% da posse de bola dele são no último terço do campo)

A presença constante no setor ofensivo faz com que o lateral seja também o que mais tenta cruzamentos. Embora a porcentagem de acerto não seja tão positiva (19,1%, com 9 acertos em 47 tentativas), Lenon produz mais nesse sentido que os dois laterais-esquerdos já testados (Marcílio e Pará) juntos. Em termos de assistências, foram apenas cinco para finalizações e uma para gol, que foi a bola ganha numa dividida e aproveitada por Ricardinho para chutar de longe e abrir o placar contra o CRB.

Lenon ainda chama bastante atenção em duas estatísticas. Quando o assunto são interceptações, ele não é apenas o melhor do Bugre, como também um dos principais do campeonato, com sete, aparecendo em terceiro no ranking da Série B, atrás apenas de Diego Renan (Figueirense) e Roberto (Londrina). Em desarmes, ele é o terceiro do Alviverde, com 11, atrás de Marcílio e Ricardinho.

O outro ponto alto, e aí voltamos à questão da participação ativa em campo, diz respeito às perdas de posse. É bem verdade que as ações de Lenon são bem menos arriscadas do que as de Bruno Nazário e Rondinelly, líderes no fundamento na equipe, mas o lateral, sendo o jogador que mais troca passes e mais fica com a bola nos pés, teve apenas seis perdas de posse em todo o campeonato. Para efeitos de comparação, Kevin, que será seu substituto, tem 11 perdas com quatro jogos a menos.

Mais do que ficar sem um atleta querido e identificado com a torcida – e a reação negativa dos bugrinos à notícia é prova disso -, o Guarani precisará trabalhar um dobrado para encontrar um substituto que tente ao menos suprir parte dessa carência, afinal não é todo dia que se encontra um jogador capaz de jogar tantas partidas consecutivas e mantendo quase sempre o padrão de atuação.

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