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Postura reativa, menos desarmes e finalizações: como o Guarani muda após marcar um gol

Dados apontam diferenças nos números do Bugre antes e depois de balançar a rede

A partida contra o Vila Nova foi mais um exemplo da dificuldade do Guarani em segurar um resultado positivo: mudança de postura colabora com isso (Foto: Letícia Martins/Guarani Press)

É absolutamente natural que um time, quando está em vantagem ou segurando um empate que, pelas circunstâncias, lhe é favorável, adote uma postura mais conservadora, se preocupando mais em evitar as investidas do adversário do que propriamente tomando a iniciativa do jogo. Com o Guarani isso não é diferente, mas em pelo menos quatro situações nas 10 rodadas já realizadas da Série B, o time deixou escapar um resultado positivo e dados do Footstats apontam que isso se deve bastante a uma mudança drástica de comportamento da equipe após marcar um gol.

A análise de alguns números do Bugre nos 15 minutos após balançar a rede explicam essa teoria. Não à toa, foi durante esse período que a equipe tomou a virada no Dérbi após sair na frente do placar e cedeu empates para Goiás e Vila Nova. Na derrota para o Fortaleza, o gol que culminou no tropeço saiu um pouco depois desse tempo, mas também foi reflexo de uma postura bem mais reativa, mas que culmina em menos desarmes e finalizações.

De acordo com os dados, nos 15 minutos antes de marcar um gol, o Guarani apresenta domínio do jogo e troca cerca de 61 passes (média 20% maior que a do campeonato, que é 51 passes). Depois que vaza o adversário, porém, esse número despenca, o time fica bem menos com a bola e troca, em média, 37,46 passes.

A perda do controle das ações também implica num time que não consegue impedir as investidas adversárias. Prova disso é que, nos minutos que antecedem um gol, o Guarani consegue 2,21 de roubos de bola (média 8% maior que a do campeonato), mas depois que recua suas linhas, passa a ter apenas 0,85 desarmes nos 15 minutos seguintes (média 57% menos que de que a registrada na Série B).

Uma equipe mais retraída e que troca poucos passes consequentemente cria poucas situações de perigo ao rival e essa lógica se confirma com o Guarani. Quando está em situação de propor jogo, o Alviverde ameaça mais e chega a ter 2,29 finalizações nos 15 minutos antes de conseguir balançar a rede. Depois de alcançar o objetivo, o time perde o ímpeto e tem apenas 1,08 conclusões nos 15 minutos seguintes (média 19% menor que a do campeonato).

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